Domingo, Dezembro 12, 2010

Sem grandeza, sem taça

Pela terceira vez, um clube brasileiro fora dos chamados "12 grandes" chegou a uma final de torneio internacional contra um time estrangeiro e, pela terceira vez, perdeu de maneira dramática, no melhor estilo das copas sul-americanas.

O primeiro clube médio/pequeno do Brasil que chegou a uma final de torneio internacional foi o CSA, na esvaziada Copa Conmebol de 1999. O time alagoano eliminou Vila Nova, Estudiantes de Mérida (Venezuela) e São Raimundo para chegar à final contra o Talleres, da Argentina. No primeiro jogo, em Maceió, o CSA estava arrasando e vencendo por 4-1 até levar um gol aos 41 do segundo tempo. O placar de 4-2 ainda era uma boa vantagem, mas no jogo de volta, em Córdoba, o Talleres fez 3-0, com o terceiro gol aos 45 minutos do segundo tempo, e ficou com o título.





Três anos depois, outro clube azul, o paulista São Caetano, surpreendeu o continente e chegou à decisão da Taça Libertadores depois de enfrentar clubes tradicionais como Cobreloa (Chile), Cerro Porteño (Paraguai), Alianza Lima (Peru), Universidad Católica (Chile), Peñarol (Uruguai) e América (México). A final foi contra outro clube tradicionalíssimo, o paraguaio Olímpia. No primeiro jogo, em Assunção, vitória brasileira por 1 a 0. A partida de volta foi no Pacaembu, e o São Caetano virou o primeiro tempo ganhando por 1 a 0. Faltavam 45 minutos para o Mundial contra o Real Madri. Mas o Azulão levou a virada na segunda etapa e perdeu o título em casa e nos pênaltis.




E, finalmente, chegou o Goiás à final da Copa Sul-Americana em 2010 contra o Independiente, da Argentina, depois de eliminar Grêmio, Peñarol, Avaí e Palmeiras. Primeiro jogo em Goiânia: 2-0 para os goianos, que perderam um caminhão de gols. Na volta, em Avellaneda, o Independiente abriu 3-1 no primeiro tempo, com direito a gol sem querer, e parou por aí. O que se viu na segunda etapa e na prorrogação foi um domínio do Verdão, que perdeu, de novo, chances e mais chances. Aí, veio a decisão por pênaltis e uma bola na trave de Felipe impediu que o título fosse para o Centro-Oeste brasileiro.





Houve ainda o Atlético Paranaense, que fez final doméstica com o São Paulo na Libertadores de 2005. Mas, nesse caso, a derrota não foi lá muito dramática: 1-1 e 0-4.

Na Argentina, são apenas cinco clubes considerados grandes, o que aumenta a chance de um médio/pequeno ganhar um torneio continental. Até mesmo o Estudiantes, quatro vezes campeão da Libertadores, não é considerado tradicionalmente um dos grandes, apesar de às vezes ser nomeado como "o sexto grande". Argentinos Juniors (Libertadores), Vélez Sarsfield (Libertadores e Supercopa), Lanús (Copa Conmebol), Rosário Central (Copa Conmebol), Talleres (Copa Conmebol) e Arsenal (Copa Sul-Americana) são outros clubes médios/pequenos da argentina que já levantaram um troféu continental. E, da Colômbia, o pequeno Once Caldas venceu a Libertadores em 2004.

2 comentários:

Luís Felipe Barreiros disse...

Esse tipo de disputa torna a surpresa um atrativo a mais para o campeonato.

O Goiás perdeu do pior jeito possível: nos penaltis, sendo que tinha começado o jogo com a vantagem de 2 gols.

Deu mole e levou a de prata para casa...

Abração e hoje é dia de entrevista exclusiva no blog,

Luís - @luisfbarreiros
porforadogramado.blogspot.com

Gol de Mão disse...

Boa sacada de observar essa triste sina desses clubes brasileiros. Parabéns pelo blog!!!

Equipe Blog Gol de Mão
www.bloggoldemao.blogspot.com